Ela não sabe, não tem disso a mínima consciência, mas foi presenteada pela Natureza com um dote físico de princesa e um espírito de rainha. Talvez seja exatamente isto o que a torna tão fascinante: o desconhecimento que revela de si mesma.
Ela não repara em coisa alguma e, por essa mesma razão, ignora que alguém repare nela. Eu mantenho-me a grande distância e bebo a sua imagem com os meus olhos. A profundidade do seu ser eu absorvo em suas palavras - em cada uma delas - nunca dirigidas a mim.
Ela é rica ignorando que que possui seja o que for em sua alma; mas é rica, pois é, em si própria um tesouro inexaurível, incalculável.
Uma doce paz reina sobre essa garota, e um pouco de melancolia também.
Posso ver através dos seus olhos lépidos e radiantes, porém, observando-os com mais atenção, noto neles um brilho sombrio a deixar adivinhar profundezas insondáveis, porque parece ser impossível penetrar completamente neles: são puros e inocentes, doces e calmos, cheios de alegria quando sorriem.
Já há muito tempo eu não encontrava alguém que excitasse tanto a minha curiosidade. Não consigo decifrar facilmente o que há nela que aprisiona a minha atenção. Cada vez que a vejo é como se fosse um enigma a me desafiar.
O seu olhar é infantil e, no entanto, tão decidido!
A sua maneira, tão encantadora, tão casta, mas principalmente charmosa. Todos os seus modos, inclusive seu jeito de andar, denunciam que é despretenciosa. Não impõe cadência exagerada ao corpo ainda adolescente e, mesmo assim é elegante ao extremo e tem estampa destacada. A impressão que eu tenho é que até mesmo o chão se delicia ao sentir o toque dos seus pés.
Além de tudo anda sozinha! Que virtude sublime! Haverá jovem mais insinuante do que aquela que anda sozinha? absolutamente, não.
Ela é mesmo como uma deusa, que basta a si própria. É ideal, perfeita em si mesma e, especialmente sem amigas inoportunas. Conseguir o sorriso de uma garota sozinha é um prêmio valiosíssimo. Por outro lado, um sorriso em um grupo deve ser repudiado, pois tem um peso pejorativo e uma conotação nefasta.
Assim, a superioridade da minha belíssima desconhecida é cada vez mais patente em cada gesto que ela executa...
Seja Bem-Vinda(o)!!!
Sejam Todos Bem-Vindos!!!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Aforismos e Axiomas
Tudo e qualquer coisa que não nasça da bondade não é humano, muito menos divino.
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Quem deve saber refinar a mensagem é quem a recebe, por isso escrevo em forma de aforismos.
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Quem acredita nos Sonhos escreve o próprio destino.
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Nada é importante fundamentalmente pelo tamanho. Duas linhas do que escrevo são mais valiosas que uma enciclopédia. Poucos compreenderão ou saberão ler-me.
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Não tenho nem fixo raízes. Quem tem raízes é igual às arvores, que são incapazes de sair do lugar.
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A inteligência verdadeira e digna de admirações não é aquela que exuma, compreende e se limita a coisas complicadas herdadas do passado, mas sim a que constrói obras simples e benéficas para o presente e para o futuro.
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Descartes estava errado. Não tente conhecer a si mesmo! Seria andar a passos largos em direção a tudo aquilo que você mais teme ou abomina.
Existem muitas maneiras de ir para o Paraíso; uma delas é não tentar agradar o povo.
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É mais fácil conviver com inimigos dos quais você conhece os defeitos do que com amigos dos quais você desconhece qualquer qualidade.
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A única diferença entre negros e brancos é que antigamente apenas os negros eram escravos.
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Há uma diferença interessante entre homem e mulher: a mulher pensa que está conquistando espaço, e o homem pensa que já conquistou.
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A moda tem tudo, menos originalidade.
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O amor amadurecido, prolongado e sem nenhuma restrição chama-se AMIZADE.
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Quando a alma e a mente já estão muito imundas, o sujeito começa a pintar o corpo.
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O coração diz muitas coisas, mas a boca pouco sabe traduzir.
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A solidão é apenas uma companheira que não sorri nem gosta de falar.
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Quer ajudar a humanidade? Comece cuidando dos animais.
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Se existe alguma nobreza no ser humano, certamente não é sua idolatria por outro humano.
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Às vezes nos parecem longe, muito distantes, as mesmas coisas que seguramos na palma da mão.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
A Violência Disfarçada
Ciúme
Poucas coisas me tiram o bom humor. O ciúme é uma delas. Pela milésima vez vou falar disso aki. Nunca - eu disse NUNCA - na realidade, na ficção, ou mesmo na Literatura Especializada foi registrado um caso de ciúme que terminasse de forma pacífica. Isso é uma desgraça que causa outras desgraças e destrói diversas vidas. NUNCA vi ou ouvi falar de um caso de pessoa ciumenta que tivesse final feliz. Muito cuidado! Estou falando sério! O ciúme não é uma doença, não é uma atitude, não é uma mania, não é uma característica, não é um instinto, muito menos prova de quem ama, aliás, ele é exatamente o contrário, pois quem ama quer libertar a pessoa amada, e quem tem ciúmes quer aprisionar. Portanto, mais uma vez deixo o ALERTA VERMELHO para todos que se relacionam com pessoas ciumentas: Isso é o portal do inferno. Agora vou dizer o que é o tal do ciúme: ele é a violência disfarçada. É um mensageiro do demônio e deve ser EXORCIZADO o quanto antes.
domingo, 12 de dezembro de 2010
A Verdade que a Guerra Esconde
O crack é uma das maiores desgraças da atualidade. E o combate a ele não será fácil, aliás, é humanamente impossível. No Rio de Janeiro, a polícia e os políticos estão comemorando uma vitória inexistente contra o terror que alí se estabeleceu. Não se trata mais apenas de dinheiro, mas de quem realmente manda naquela região. Os bandidos não respeitam mais nada por lá. As Forças Armadas não poderão ficar para sempre apoiando a segurança pública num espaço restrito. Os traficantes recuaram apenas para se reorganizarem e voltarem ainda piores e mais bem armados. Eles não temem porque prisão não conserta ninguém; os que estão presos estão comandando todo o terror imposto à população. No Brasil, enquanto houver essa hipocrisia de "direitos humanos" para bandidos de alta periculosidade, o povo é que continuará sendo punido.
De maneira completamente diferente, quando o tormento está incomodando é à pobreza, o que nossas autoridades fazem é ficar transferindo os patifes de um lado para outro, gastando dinheiro público com aviões e segurança reforçada, comparada à de um chefe de Estado.
É nesse momento que começo a ver as coisas de acordo com as distorções que o próprio sistema impõe. Os traficantes do Rio recuaram por estarem em menor número, não por falta de armamento ou porque o contra-ataque policial foi eficiente. Por que não fizeram isso há mais tempo? Por que só agora? Medo de perder a credibilidade de sede de copa do mundo? Desde quando essa outra droga chamada futebol é mais importante que a vida e o bem-estar das pessoas? Mesmo se a saída dos marginais tivesse sido por mérito policial e político, onde está a vitória? Onde está a liberdade? Onde está a dignidade daquelas pessoas que se "escondem" naquelas comunidades? Sim, porque em todos os noticiários podemos constatar que todas elas continuam afogadas numa miséria infernal, e sem nenhuma perspectiva de melhora.
Mas essa história está apenas se repetindo. No passado inventaram uma tal "libertação dos escravos" , e, do mesmo modo que agora, também não lhes deram condições para que pudessem viver como pessoas dignas. Tudo que receberam foi um estigma de discriminação de cor de pele, ainda vigente nos dias atuais, porém de forma mais velada.
Com os moradores das comunidades do Rio de Janeiro não será muito diferente: o dinheiro que o governo brasileiro deveria utilizar para ajudar aqueles "escravos da miséria" será gasto inutilmente na compra de aviões de guerra.
Aí eu pergunto: guerra contra quem? Além do mais, se as autoridades mal conseguem dominar um morro, como vão defender um país com as dimensões do Brasil? Acho que seria mais interessante salvar de uma miséria bem real os que estão precisando agora e que são bem reais também do que mostrar poderio militar para entrar em uma guerra imaginária contra inimigos invísíveis.
Muitas vezes fico sem saber em quem se encaixa mais adequadamente o nome "bandido".
Como eu disse lá no início, o crack é "uma" das maiores desgraças da atualidade, mas existem outras talvez ainda mais ameaçadoras e cruéis, tal qual a insensatez humana.
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