Ela não sabe, não tem disso a mínima consciência, mas foi presenteada pela Natureza com um dote físico de princesa e um espírito de rainha. Talvez seja exatamente isto o que a torna tão fascinante: o desconhecimento que revela de si mesma.
Ela não repara em coisa alguma e, por essa mesma razão, ignora que alguém repare nela. Eu mantenho-me a grande distância e bebo a sua imagem com os meus olhos. A profundidade do seu ser eu absorvo em suas palavras - em cada uma delas - nunca dirigidas a mim.
Ela é rica ignorando que que possui seja o que for em sua alma; mas é rica, pois é, em si própria um tesouro inexaurível, incalculável.
Uma doce paz reina sobre essa garota, e um pouco de melancolia também.
Posso ver através dos seus olhos lépidos e radiantes, porém, observando-os com mais atenção, noto neles um brilho sombrio a deixar adivinhar profundezas insondáveis, porque parece ser impossível penetrar completamente neles: são puros e inocentes, doces e calmos, cheios de alegria quando sorriem.
Já há muito tempo eu não encontrava alguém que excitasse tanto a minha curiosidade. Não consigo decifrar facilmente o que há nela que aprisiona a minha atenção. Cada vez que a vejo é como se fosse um enigma a me desafiar.
O seu olhar é infantil e, no entanto, tão decidido!
A sua maneira, tão encantadora, tão casta, mas principalmente charmosa. Todos os seus modos, inclusive seu jeito de andar, denunciam que é despretenciosa. Não impõe cadência exagerada ao corpo ainda adolescente e, mesmo assim é elegante ao extremo e tem estampa destacada. A impressão que eu tenho é que até mesmo o chão se delicia ao sentir o toque dos seus pés.
Além de tudo anda sozinha! Que virtude sublime! Haverá jovem mais insinuante do que aquela que anda sozinha? absolutamente, não.
Ela é mesmo como uma deusa, que basta a si própria. É ideal, perfeita em si mesma e, especialmente sem amigas inoportunas. Conseguir o sorriso de uma garota sozinha é um prêmio valiosíssimo. Por outro lado, um sorriso em um grupo deve ser repudiado, pois tem um peso pejorativo e uma conotação nefasta.
Assim, a superioridade da minha belíssima desconhecida é cada vez mais patente em cada gesto que ela executa...
Seja Bem-Vinda(o)!!!
Sejam Todos Bem-Vindos!!!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Aforismos e Axiomas
Tudo e qualquer coisa que não nasça da bondade não é humano, muito menos divino.
***
Quem deve saber refinar a mensagem é quem a recebe, por isso escrevo em forma de aforismos.
***
Quem acredita nos Sonhos escreve o próprio destino.
***
Nada é importante fundamentalmente pelo tamanho. Duas linhas do que escrevo são mais valiosas que uma enciclopédia. Poucos compreenderão ou saberão ler-me.
***
Não tenho nem fixo raízes. Quem tem raízes é igual às arvores, que são incapazes de sair do lugar.
***
A inteligência verdadeira e digna de admirações não é aquela que exuma, compreende e se limita a coisas complicadas herdadas do passado, mas sim a que constrói obras simples e benéficas para o presente e para o futuro.
***
Descartes estava errado. Não tente conhecer a si mesmo! Seria andar a passos largos em direção a tudo aquilo que você mais teme ou abomina.
Existem muitas maneiras de ir para o Paraíso; uma delas é não tentar agradar o povo.
***
É mais fácil conviver com inimigos dos quais você conhece os defeitos do que com amigos dos quais você desconhece qualquer qualidade.
***
A única diferença entre negros e brancos é que antigamente apenas os negros eram escravos.
***
Há uma diferença interessante entre homem e mulher: a mulher pensa que está conquistando espaço, e o homem pensa que já conquistou.
***
A moda tem tudo, menos originalidade.
***
O amor amadurecido, prolongado e sem nenhuma restrição chama-se AMIZADE.
***
Quando a alma e a mente já estão muito imundas, o sujeito começa a pintar o corpo.
***
O coração diz muitas coisas, mas a boca pouco sabe traduzir.
***
A solidão é apenas uma companheira que não sorri nem gosta de falar.
***
Quer ajudar a humanidade? Comece cuidando dos animais.
***
Se existe alguma nobreza no ser humano, certamente não é sua idolatria por outro humano.
***
Às vezes nos parecem longe, muito distantes, as mesmas coisas que seguramos na palma da mão.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
A Violência Disfarçada
Ciúme
Poucas coisas me tiram o bom humor. O ciúme é uma delas. Pela milésima vez vou falar disso aki. Nunca - eu disse NUNCA - na realidade, na ficção, ou mesmo na Literatura Especializada foi registrado um caso de ciúme que terminasse de forma pacífica. Isso é uma desgraça que causa outras desgraças e destrói diversas vidas. NUNCA vi ou ouvi falar de um caso de pessoa ciumenta que tivesse final feliz. Muito cuidado! Estou falando sério! O ciúme não é uma doença, não é uma atitude, não é uma mania, não é uma característica, não é um instinto, muito menos prova de quem ama, aliás, ele é exatamente o contrário, pois quem ama quer libertar a pessoa amada, e quem tem ciúmes quer aprisionar. Portanto, mais uma vez deixo o ALERTA VERMELHO para todos que se relacionam com pessoas ciumentas: Isso é o portal do inferno. Agora vou dizer o que é o tal do ciúme: ele é a violência disfarçada. É um mensageiro do demônio e deve ser EXORCIZADO o quanto antes.
domingo, 12 de dezembro de 2010
A Verdade que a Guerra Esconde
O crack é uma das maiores desgraças da atualidade. E o combate a ele não será fácil, aliás, é humanamente impossível. No Rio de Janeiro, a polícia e os políticos estão comemorando uma vitória inexistente contra o terror que alí se estabeleceu. Não se trata mais apenas de dinheiro, mas de quem realmente manda naquela região. Os bandidos não respeitam mais nada por lá. As Forças Armadas não poderão ficar para sempre apoiando a segurança pública num espaço restrito. Os traficantes recuaram apenas para se reorganizarem e voltarem ainda piores e mais bem armados. Eles não temem porque prisão não conserta ninguém; os que estão presos estão comandando todo o terror imposto à população. No Brasil, enquanto houver essa hipocrisia de "direitos humanos" para bandidos de alta periculosidade, o povo é que continuará sendo punido.
De maneira completamente diferente, quando o tormento está incomodando é à pobreza, o que nossas autoridades fazem é ficar transferindo os patifes de um lado para outro, gastando dinheiro público com aviões e segurança reforçada, comparada à de um chefe de Estado.
É nesse momento que começo a ver as coisas de acordo com as distorções que o próprio sistema impõe. Os traficantes do Rio recuaram por estarem em menor número, não por falta de armamento ou porque o contra-ataque policial foi eficiente. Por que não fizeram isso há mais tempo? Por que só agora? Medo de perder a credibilidade de sede de copa do mundo? Desde quando essa outra droga chamada futebol é mais importante que a vida e o bem-estar das pessoas? Mesmo se a saída dos marginais tivesse sido por mérito policial e político, onde está a vitória? Onde está a liberdade? Onde está a dignidade daquelas pessoas que se "escondem" naquelas comunidades? Sim, porque em todos os noticiários podemos constatar que todas elas continuam afogadas numa miséria infernal, e sem nenhuma perspectiva de melhora.
Mas essa história está apenas se repetindo. No passado inventaram uma tal "libertação dos escravos" , e, do mesmo modo que agora, também não lhes deram condições para que pudessem viver como pessoas dignas. Tudo que receberam foi um estigma de discriminação de cor de pele, ainda vigente nos dias atuais, porém de forma mais velada.
Com os moradores das comunidades do Rio de Janeiro não será muito diferente: o dinheiro que o governo brasileiro deveria utilizar para ajudar aqueles "escravos da miséria" será gasto inutilmente na compra de aviões de guerra.
Aí eu pergunto: guerra contra quem? Além do mais, se as autoridades mal conseguem dominar um morro, como vão defender um país com as dimensões do Brasil? Acho que seria mais interessante salvar de uma miséria bem real os que estão precisando agora e que são bem reais também do que mostrar poderio militar para entrar em uma guerra imaginária contra inimigos invísíveis.
Muitas vezes fico sem saber em quem se encaixa mais adequadamente o nome "bandido".
Como eu disse lá no início, o crack é "uma" das maiores desgraças da atualidade, mas existem outras talvez ainda mais ameaçadoras e cruéis, tal qual a insensatez humana.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Quem foi o verdadeiro Conde Drácula
A Verdadeira História do Sanguinário Príncipe da Valáquia, Dracula
Vlad Tepes, ou Vlad Drácula, mais exatamente Vlad III, tem uma ínfima ligação com os vampiros. Embora Vlad tenha sido usado como modelo para o personagem de Stocker, Drácula, a história de Vlad não tem relação alguma com alguma criatura sobrenatural.
Vlad Drácula tem sido tão confundido com a moderna lenda que é difícil ignorá-lo, mas com a razão de corrigir o conceito popular sobre esta personagem tão desconhecida. Todos sabem quem Vlad Drácula foi, ou ao menos pensam que sabem. De acordo com a opinião popular, Vlad Drácula, também conhecido como Vlad o Empalador (Tepes), foi um príncipe no país da Transilvânia durante o século XV. Por causa de sua extrema crueldade, ele ficou conhecido como Drácula, que significa "filho do diabo". Ele era tão diabólico que as pessoas acreditavam que ele era um vampiro, ou pelo menos tinha um acordo com o diabo, então Stocker usou ele como modelo para sua ficção de vampiro. Embora Stocker tenha usado Vlad parcialmente como base de caráter no seu livro, e enquanto Vlad foi excepcionalmente cruel, o resto de sua "biografia" é tão fictício quanto o livro de Stocker. Vlad III, como ele deveria ser chamado, já que nem Tepes nem Drácula são nomes ou títulos verdadeiros, foi um personagem real. O termo "Drácula", que originalmente não significa "filho do diabo", mas "filho do Dragão", veio de seu pai, que era filho de um Cavaleiro da Ordem do Dragão. Vlad II era chamado "Dracul", que significa "Dragão". Vlad III, seu filho, era chamado "Drácula".
A confusão da terminologia cresceu por causa da palavra alemã "Drache", ou Dragão, que foi o título de Vlad II, e similar à palavra Romana "Drac", que pode significar dragão ou diabo (considerando as ações depois da vinda do poder de Vlad III, "filho do Diabo" o que é mais apropriado para seu nome.) Ele viveu de 1431 a 1476. Na realidade, ele não foi o governante da Transilvânia. Ele foi de fato o governante de uma região vizinha conhecida como Valáquia. Originalmente parte do Império Romano conhecido como Dacia, estas áreas estavam sobre o controle da Hungria em torno do século XI. Eles nunca foram um país independente, exceto por um pequeno período. Eles estavam alternadamente sobre o controle da Hungria e do Império Otomano até o século XVI, quando os Turcos Otomanos tomaram o controle da região. Em 1699 o poder do Império Otomano diminui e eles voltaram de novo a ficar sobre o controle da Hungria. Valáquia apareceu como uma entidade separada no final do século XIII, muita confusão deixada para trás com a queda do império Bizantino (leste de Roma). O primeiro governante da Valáquia foi Basarab o Grande, descendente de Vlad III.
A independência da Valáquia foi uma grande ilusão. Estava quase independente quando por algum motivo voltaram os conflitos. Sem assistência militar externa, a Valáquia não tinha meios de resistir a grande invasão. Enquanto esta parte da história européia se torna fascinante lendo, estamos particularmente envolvidos com um indivíduo, Vlad III, ou Drácula, então deixaremos de lado a intriga política, batalhas e alianças das províncias na região e concentraremos nosso foco em Vlad. Vlad nasceu numa cidade da Transilvânia chamada Sighisoara em 1431 enquanto seu pai, Vlad II, estava vivendo exilado. Vlad II estava tentando conseguir apoio para ter de volta o trono de Valáquia de Alexandru I. Nada mais se sabe sobre a infância de Vlad III. Ele teve dois irmãos, Mircea e Radu. Sua educação primária foi dada por sua mãe. Sua verdadeira educação veio mais tarde, após seu pai recuperar o trono, eliminando Alexandru. Sua educação fora típica para a época. Foi-lhe transmitido elementos que o tornariam um perfeito cavaleiro cristão, incluindo combate pessoal, coisas relacionadas com a guerra, táticas, etc. Mesmo depois de Vlad II ter retornado ao trono, a situação da Valáquia era instável. O Império Otomano foi tornando-se forte enquanto que o Império Bizantino entrava em declínio. O Império Turco varreu os territórios Bizantinos. Vlad II, como seu pai Mircea, fora forçado a pagar tributo ao sultão e tentou precariamente balancear o crescimento dos poderosos estados de um lado da Hungria, e do império Otomano de outro. Vlad III tentou se manter neutro quando os Turcos invadiram a Transilvânia em 1442. Os Turcos venceram. Vlad não ajudou a Hungria contra os Turcos, Vlad e sua família foram forçados a se exilar da Valáquia, e Basarab II acabou por ocupar o trono.
Em 1443, Vlad retomou o trono com a ajuda dos Turcos, na condição de pagar um tributo, mas enviaria os garotos de Valáquia para se juntar aos Janissaries (soldados que faziam a guarda do sultão). Entre esses garotos, incluíram seu filho, Vlad III, que permaneceu como prisioneiro dos Turcos ate 1448. Em 1444, o rei da Hungria enviou uma cruzada contra os Turcos com o objetivo de tirá-los do leste da Europa. Este ataque foi liderado por John Hunyadi, o mesmo comandante que depôs Vlad II de Valáquia por não apoiá-los durante a invasão turca anteriormente. Hunyadi exigiu que Vlad II os apoiasse nesta cruzada contra os Turcos. Mas Vlad II enviou seu filho, Mircea,em seu lugar, na esperança de que se ele não participasse, o sultão não prejudicaria seus dois filhos, incluindo Vlad III, que ainda era mantido prisioneiro. A cruzada foi terrível, seu exército foi completamente destruído pelos Turcos, assim como na Batalha de Varna. John Hunyadi escapou e muitos o culparam pela derrota. Hunyadi se tornou hostil com Vlad II e sua família. Em 1447, Vlad II foi assassinado e seu filho Mircea foi enterrado vivo, enquanto Hunyadi colocou seu próprio filho no trono de Valáquia, Vladislav II. Os Turcos soltaram Vlad III quando souberam que Vlad II tinha sido morto. Com a ajuda dos Turcos, Vlad III conseguiu ter o trono de Valáquia, mas por pouco tempo. Em dois meses, Hunyadi forçou a entregar o trono e fugir para Moldavia, Bogdan, primo de Vlad, foi assassinado, e a agitação política forçou Vlad a fugir da Transilvânia e procurar proteção do mesmo homem que o havia feito ir embora, Hunyadi.
O tempo foi perfeito, pois o marionete de Hunyadi, Vladilav II, havia se voltado a favor dos Turcos, e Hunyadi precisava de alguém de confiança no trono de Valáquia. Ele aceitou a aliança do filho de seu inimigo e colocou-o no trono. Vlad III tornou-se vassalo de Hunyadi e aguardou até que a oportunidade aparecesse para que pudesse tomar de volta o trono da Valáquia. Ele foi dado às duquesas da Transilvânia, de Faragas e Almas, onde ele viveu ate 1456. Constantinopla, a sede do Império Bizantino, caiu para os Turcos em 1453. O Império Bizantino havia existido desde Constantino o Grande e serviu para confrontar as forças armadas turcas e a Europa por quase mil anos. Assim Constantinopla caiu., e a Europa se abriu para a invasão das forças armadas do Império Otomano. Isto chocou a Europa fazendo-os ir contra os turcos, incluindo Hunyadi. Ele invadia a Turquia Serbia, enquanto Vlad III invadiu a Valáquia. Hunyadi teve seu futuro duvidoso. Vlad estava sendo forçado a comprar dos Turcos enquanto ele consolidava sua posição. Este foi o início do grande período de Vlad III no trono: de 1456 até 1462. Ele fez a cidade de Trigoviste sua capital e construiu um castelo nas Montanhas próximas ao Rio Arges. Ele começou a sua própria guerra contra os Turcos durante aquele período, e obteve certo êxito. Ele se tornou um herói e tinha habilidade de luta, e sua crueldade fez com que os soldados Turcos o temessem. Mas como vimos anteriormente, a Valáquia não tinha meios de prosseguir a investida contra os Turcos sem a ajuda do rei da Hungria, Matthias Ccovinus, o filho de John Hunyadi, que o apoiou bem pouco. Também foi neste período que a maioria de suas atrocidades o fizeram abominável. Vlad III foi forçado a ir para Transilvânia de novo em 1462 , depois de outra invasão turca. Sua esposa se jogou da torre do castelo, ela preferiu isto a ser levadas pelos turcos. Vlad pediu ajuda ao rei, mas o mesmo em vez disto o colocou na prisão por doze anos. A sua prisão foi aparentemente agradável, pois aos poucos fora conquistando o rei novamente, e até conheceu e se casou com uma donzela da família real. Segundo alguns historiadores, a irmã do rei.
Enquanto isso, o irmão de Vlad III, Radu, assumiu trono de Valáquia, com a ajuda dos turcos. Em 1474, Vlad III tentou de novo retomar o trono. Ajudado pelo príncipe Stephen Bathory da Transilvânia, ele invadiu a Valáquia. Seu irmão, Radu, havia morrido alguns anos antes e havia sido sucedido por outro marionete turco, Basarab, o Velho. Quando os soldados de Vlad III se aproximaram, Basarab e sua partidários fugiram e Vlad III assumiu finalmente o trono. Mas logo depois, seus guardas fugiram, deixando Vlad numa situação difícil. Ele não teve muito tempo para conseguir soldados para ajudá-lo antes que um grande número de soldados turcos se aproximassem e retomassem o trono para Bassarab. Alguns de seus amigos ajudaram-no; aparentemente com repugnância devido à sua crueldade. Ele fora forçado a aceitar a invasão das forças armadas de um contingente em torno de quatro mil homens.
Ele foi morto numa batalha em Dezembro de 1476.Existem várias histórias em torno de sua morte. Alguns dizem que foi morto por seus próprios homens. Outros dizem que ele morreu bravamente lutando contra o impossível. De qualquer maneira, sabe-se que fora decapitado e sua cabeça enviada para Constantinopla, onde o sultão a tinha pendurado numa estaca como prova de que o Torturador estava morto. Ele foi enterrado em Snagov, um mosteiro localizado perto de Bucharest. Enquanto a historia de Vlad III se torna interessante, lendo-a, ele quase que não tem mais do que o pé de uma página nos livros de historia, se não fosse seu abominável comportamento enquanto estava no trono da Valáquia. Mesmo que o termo "Dracula" significava o "filho do Dragão" originalmente, este significando alternando, "filho do diabo" que é muito mais apropriado. Sem dúvida, Vlad III foi uma das pessoas mais diabólicas e sanguinárias que andou na face da terra. De fato, o personagem de Dracula, escrito por Stocker, se parece mais com um anjo quando se compara os dois. Enquanto que o Dracula de Stocker matava suas vítimas ocasionalmente, na vida real Dracula dizimava cidades inteiras.
Esta época parece ter sido cruel. Torturas de uma forma ou outra, quase que universal, os dois como castigo pelos crimes e infrações morais, mas também extraiam-se "confissões" de suspeitos. As pessoas eram executadas nas mais diversas imagináveis de crueldade; cozidas vivas, despedaçadas pelos cavalos, eram queimadas vivas, etc. Mas mesmo com este clima, o comportamento de Vlad se destacou. Seu sobrenome era Tepes (Empalador). A morte pela perfuração foi uma forma de execução que Vlad III usava com mais freqüência. As estacas eram bem arredondadas, não afiadas, e se colocava óleo nas estacas. Quando a vítima era perfurada, geralmente pelo ânus, os outros órgãos eram deslocados, sem destruir, para que a vítima vivesse por horas, até mesmo dias em agonia excruciante. As estacas as vezes eram feitas em modelos geométricos. Os corpos às vezes eram deixados nas estacas por meses depois disto. Vlad tinha centenas, as vezes milhares de pessoas executadas ao mesmo tempo.
Um relatório diz que os soldados Turcos que invadiam voltaram para trás, horrorizados quando viram os milhares de corpos se decompondo nas estacas ao longo da margem do rio. Num outro relatório, indica que em 1460 Vlad teve dez mil pessoas perfuradas ao mesmo tempo na cidade de Sibiu na Transilvânia, onde ele viveu. Outro dizia que ele teve trinta mil comerciantes e nobres perfurados na cidade de Brasov. Uma das imagens mais horríveis foi cortando a madeira, mostrando que Vlad festejava com a contagem das pessoas na estaca se contorcendo. O empalamento não foi a única forma de execução e tortura usados por Vlad III. As pessoas às vezes tinham pregos martelados em suas cabeças ou outras partes do corpo. Braços e pernas eram decepados, as pessoas eram cegadas. Orelhas e nariz eram cortados. Os órgãos sexuais, especialmente das mulheres, eram mutilados. Na lista lia-se como uma enciclopédia de tudo que é horrível e cruel. Qualquer pessoa era sujeita a tortura e morte. Suas vítimas incluíam fazendeiros, nobres, comerciantes, príncipes, embaixadores de outros países, prisioneiros de guerra; literalmente, qualquer pessoa. Suas vítimas mais comuns eram os comerciantes e os pequenos nobres de seu próprio país e da Transilvânia, contra quem ele detinha muito rancor desde o assassinato de seu pai e seus irmãos, pois os mesmos foram assassinados por esses. Muitas das atrocidades foram aparente tentativas para introduzir seu código moral sobre os cidadãos da Valáquia. As pessoas que se acredita serem preguiçosas, sem castidade (especialmente mulheres), mentirosos, inescrupulosos nos negócios (ou mesmo suspeito de estar sendo) eram sempre executados. Mas parece que ele tinha a necessidade de justificar seus atos, e em alguns casos, os habitantes da vila inteira, homens, mulheres e crianças, foram torturados sem razão alguma.
Devemos lembrar que enquanto Vlad III foi inacreditavelmente cruel, muitas destas histórias provêem de estudos que são um pouco suspeitos. Como diz o ditado: Os vitoriosos geralmente escrevem livros de histórias, e os vitoriosos nas batalhas naquela área não tinham grande amor por Vlad e sua família. Muitos destes contos tiveram origem na Alemanha, Rússia e Turquia. Fontes que sem dúvida, exageravam a crueldade de Vlad. Seus amigos o retratavam como um monstro que chacinava inocentes com alegria, enquanto que mais simpáticas fontes o retratavam tão cruel, mas homem justo que era injustificado em usar métodos extremos para controlar a corrupção e imoralidade. Mas existe bastante acordo entre as fontes para suportar a crença de que muitos dos eventos narrados acima realmente aconteceram.
Vlad Drácula tem sido tão confundido com a moderna lenda que é difícil ignorá-lo, mas com a razão de corrigir o conceito popular sobre esta personagem tão desconhecida. Todos sabem quem Vlad Drácula foi, ou ao menos pensam que sabem. De acordo com a opinião popular, Vlad Drácula, também conhecido como Vlad o Empalador (Tepes), foi um príncipe no país da Transilvânia durante o século XV. Por causa de sua extrema crueldade, ele ficou conhecido como Drácula, que significa "filho do diabo". Ele era tão diabólico que as pessoas acreditavam que ele era um vampiro, ou pelo menos tinha um acordo com o diabo, então Stocker usou ele como modelo para sua ficção de vampiro. Embora Stocker tenha usado Vlad parcialmente como base de caráter no seu livro, e enquanto Vlad foi excepcionalmente cruel, o resto de sua "biografia" é tão fictício quanto o livro de Stocker. Vlad III, como ele deveria ser chamado, já que nem Tepes nem Drácula são nomes ou títulos verdadeiros, foi um personagem real. O termo "Drácula", que originalmente não significa "filho do diabo", mas "filho do Dragão", veio de seu pai, que era filho de um Cavaleiro da Ordem do Dragão. Vlad II era chamado "Dracul", que significa "Dragão". Vlad III, seu filho, era chamado "Drácula".
A confusão da terminologia cresceu por causa da palavra alemã "Drache", ou Dragão, que foi o título de Vlad II, e similar à palavra Romana "Drac", que pode significar dragão ou diabo (considerando as ações depois da vinda do poder de Vlad III, "filho do Diabo" o que é mais apropriado para seu nome.) Ele viveu de 1431 a 1476. Na realidade, ele não foi o governante da Transilvânia. Ele foi de fato o governante de uma região vizinha conhecida como Valáquia. Originalmente parte do Império Romano conhecido como Dacia, estas áreas estavam sobre o controle da Hungria em torno do século XI. Eles nunca foram um país independente, exceto por um pequeno período. Eles estavam alternadamente sobre o controle da Hungria e do Império Otomano até o século XVI, quando os Turcos Otomanos tomaram o controle da região. Em 1699 o poder do Império Otomano diminui e eles voltaram de novo a ficar sobre o controle da Hungria. Valáquia apareceu como uma entidade separada no final do século XIII, muita confusão deixada para trás com a queda do império Bizantino (leste de Roma). O primeiro governante da Valáquia foi Basarab o Grande, descendente de Vlad III.
A independência da Valáquia foi uma grande ilusão. Estava quase independente quando por algum motivo voltaram os conflitos. Sem assistência militar externa, a Valáquia não tinha meios de resistir a grande invasão. Enquanto esta parte da história européia se torna fascinante lendo, estamos particularmente envolvidos com um indivíduo, Vlad III, ou Drácula, então deixaremos de lado a intriga política, batalhas e alianças das províncias na região e concentraremos nosso foco em Vlad. Vlad nasceu numa cidade da Transilvânia chamada Sighisoara em 1431 enquanto seu pai, Vlad II, estava vivendo exilado. Vlad II estava tentando conseguir apoio para ter de volta o trono de Valáquia de Alexandru I. Nada mais se sabe sobre a infância de Vlad III. Ele teve dois irmãos, Mircea e Radu. Sua educação primária foi dada por sua mãe. Sua verdadeira educação veio mais tarde, após seu pai recuperar o trono, eliminando Alexandru. Sua educação fora típica para a época. Foi-lhe transmitido elementos que o tornariam um perfeito cavaleiro cristão, incluindo combate pessoal, coisas relacionadas com a guerra, táticas, etc. Mesmo depois de Vlad II ter retornado ao trono, a situação da Valáquia era instável. O Império Otomano foi tornando-se forte enquanto que o Império Bizantino entrava em declínio. O Império Turco varreu os territórios Bizantinos. Vlad II, como seu pai Mircea, fora forçado a pagar tributo ao sultão e tentou precariamente balancear o crescimento dos poderosos estados de um lado da Hungria, e do império Otomano de outro. Vlad III tentou se manter neutro quando os Turcos invadiram a Transilvânia em 1442. Os Turcos venceram. Vlad não ajudou a Hungria contra os Turcos, Vlad e sua família foram forçados a se exilar da Valáquia, e Basarab II acabou por ocupar o trono.
Em 1443, Vlad retomou o trono com a ajuda dos Turcos, na condição de pagar um tributo, mas enviaria os garotos de Valáquia para se juntar aos Janissaries (soldados que faziam a guarda do sultão). Entre esses garotos, incluíram seu filho, Vlad III, que permaneceu como prisioneiro dos Turcos ate 1448. Em 1444, o rei da Hungria enviou uma cruzada contra os Turcos com o objetivo de tirá-los do leste da Europa. Este ataque foi liderado por John Hunyadi, o mesmo comandante que depôs Vlad II de Valáquia por não apoiá-los durante a invasão turca anteriormente. Hunyadi exigiu que Vlad II os apoiasse nesta cruzada contra os Turcos. Mas Vlad II enviou seu filho, Mircea,em seu lugar, na esperança de que se ele não participasse, o sultão não prejudicaria seus dois filhos, incluindo Vlad III, que ainda era mantido prisioneiro. A cruzada foi terrível, seu exército foi completamente destruído pelos Turcos, assim como na Batalha de Varna. John Hunyadi escapou e muitos o culparam pela derrota. Hunyadi se tornou hostil com Vlad II e sua família. Em 1447, Vlad II foi assassinado e seu filho Mircea foi enterrado vivo, enquanto Hunyadi colocou seu próprio filho no trono de Valáquia, Vladislav II. Os Turcos soltaram Vlad III quando souberam que Vlad II tinha sido morto. Com a ajuda dos Turcos, Vlad III conseguiu ter o trono de Valáquia, mas por pouco tempo. Em dois meses, Hunyadi forçou a entregar o trono e fugir para Moldavia, Bogdan, primo de Vlad, foi assassinado, e a agitação política forçou Vlad a fugir da Transilvânia e procurar proteção do mesmo homem que o havia feito ir embora, Hunyadi.
O tempo foi perfeito, pois o marionete de Hunyadi, Vladilav II, havia se voltado a favor dos Turcos, e Hunyadi precisava de alguém de confiança no trono de Valáquia. Ele aceitou a aliança do filho de seu inimigo e colocou-o no trono. Vlad III tornou-se vassalo de Hunyadi e aguardou até que a oportunidade aparecesse para que pudesse tomar de volta o trono da Valáquia. Ele foi dado às duquesas da Transilvânia, de Faragas e Almas, onde ele viveu ate 1456. Constantinopla, a sede do Império Bizantino, caiu para os Turcos em 1453. O Império Bizantino havia existido desde Constantino o Grande e serviu para confrontar as forças armadas turcas e a Europa por quase mil anos. Assim Constantinopla caiu., e a Europa se abriu para a invasão das forças armadas do Império Otomano. Isto chocou a Europa fazendo-os ir contra os turcos, incluindo Hunyadi. Ele invadia a Turquia Serbia, enquanto Vlad III invadiu a Valáquia. Hunyadi teve seu futuro duvidoso. Vlad estava sendo forçado a comprar dos Turcos enquanto ele consolidava sua posição. Este foi o início do grande período de Vlad III no trono: de 1456 até 1462. Ele fez a cidade de Trigoviste sua capital e construiu um castelo nas Montanhas próximas ao Rio Arges. Ele começou a sua própria guerra contra os Turcos durante aquele período, e obteve certo êxito. Ele se tornou um herói e tinha habilidade de luta, e sua crueldade fez com que os soldados Turcos o temessem. Mas como vimos anteriormente, a Valáquia não tinha meios de prosseguir a investida contra os Turcos sem a ajuda do rei da Hungria, Matthias Ccovinus, o filho de John Hunyadi, que o apoiou bem pouco. Também foi neste período que a maioria de suas atrocidades o fizeram abominável. Vlad III foi forçado a ir para Transilvânia de novo em 1462 , depois de outra invasão turca. Sua esposa se jogou da torre do castelo, ela preferiu isto a ser levadas pelos turcos. Vlad pediu ajuda ao rei, mas o mesmo em vez disto o colocou na prisão por doze anos. A sua prisão foi aparentemente agradável, pois aos poucos fora conquistando o rei novamente, e até conheceu e se casou com uma donzela da família real. Segundo alguns historiadores, a irmã do rei.
Enquanto isso, o irmão de Vlad III, Radu, assumiu trono de Valáquia, com a ajuda dos turcos. Em 1474, Vlad III tentou de novo retomar o trono. Ajudado pelo príncipe Stephen Bathory da Transilvânia, ele invadiu a Valáquia. Seu irmão, Radu, havia morrido alguns anos antes e havia sido sucedido por outro marionete turco, Basarab, o Velho. Quando os soldados de Vlad III se aproximaram, Basarab e sua partidários fugiram e Vlad III assumiu finalmente o trono. Mas logo depois, seus guardas fugiram, deixando Vlad numa situação difícil. Ele não teve muito tempo para conseguir soldados para ajudá-lo antes que um grande número de soldados turcos se aproximassem e retomassem o trono para Bassarab. Alguns de seus amigos ajudaram-no; aparentemente com repugnância devido à sua crueldade. Ele fora forçado a aceitar a invasão das forças armadas de um contingente em torno de quatro mil homens.
Ele foi morto numa batalha em Dezembro de 1476.Existem várias histórias em torno de sua morte. Alguns dizem que foi morto por seus próprios homens. Outros dizem que ele morreu bravamente lutando contra o impossível. De qualquer maneira, sabe-se que fora decapitado e sua cabeça enviada para Constantinopla, onde o sultão a tinha pendurado numa estaca como prova de que o Torturador estava morto. Ele foi enterrado em Snagov, um mosteiro localizado perto de Bucharest. Enquanto a historia de Vlad III se torna interessante, lendo-a, ele quase que não tem mais do que o pé de uma página nos livros de historia, se não fosse seu abominável comportamento enquanto estava no trono da Valáquia. Mesmo que o termo "Dracula" significava o "filho do Dragão" originalmente, este significando alternando, "filho do diabo" que é muito mais apropriado. Sem dúvida, Vlad III foi uma das pessoas mais diabólicas e sanguinárias que andou na face da terra. De fato, o personagem de Dracula, escrito por Stocker, se parece mais com um anjo quando se compara os dois. Enquanto que o Dracula de Stocker matava suas vítimas ocasionalmente, na vida real Dracula dizimava cidades inteiras.
Esta época parece ter sido cruel. Torturas de uma forma ou outra, quase que universal, os dois como castigo pelos crimes e infrações morais, mas também extraiam-se "confissões" de suspeitos. As pessoas eram executadas nas mais diversas imagináveis de crueldade; cozidas vivas, despedaçadas pelos cavalos, eram queimadas vivas, etc. Mas mesmo com este clima, o comportamento de Vlad se destacou. Seu sobrenome era Tepes (Empalador). A morte pela perfuração foi uma forma de execução que Vlad III usava com mais freqüência. As estacas eram bem arredondadas, não afiadas, e se colocava óleo nas estacas. Quando a vítima era perfurada, geralmente pelo ânus, os outros órgãos eram deslocados, sem destruir, para que a vítima vivesse por horas, até mesmo dias em agonia excruciante. As estacas as vezes eram feitas em modelos geométricos. Os corpos às vezes eram deixados nas estacas por meses depois disto. Vlad tinha centenas, as vezes milhares de pessoas executadas ao mesmo tempo.
Um relatório diz que os soldados Turcos que invadiam voltaram para trás, horrorizados quando viram os milhares de corpos se decompondo nas estacas ao longo da margem do rio. Num outro relatório, indica que em 1460 Vlad teve dez mil pessoas perfuradas ao mesmo tempo na cidade de Sibiu na Transilvânia, onde ele viveu. Outro dizia que ele teve trinta mil comerciantes e nobres perfurados na cidade de Brasov. Uma das imagens mais horríveis foi cortando a madeira, mostrando que Vlad festejava com a contagem das pessoas na estaca se contorcendo. O empalamento não foi a única forma de execução e tortura usados por Vlad III. As pessoas às vezes tinham pregos martelados em suas cabeças ou outras partes do corpo. Braços e pernas eram decepados, as pessoas eram cegadas. Orelhas e nariz eram cortados. Os órgãos sexuais, especialmente das mulheres, eram mutilados. Na lista lia-se como uma enciclopédia de tudo que é horrível e cruel. Qualquer pessoa era sujeita a tortura e morte. Suas vítimas incluíam fazendeiros, nobres, comerciantes, príncipes, embaixadores de outros países, prisioneiros de guerra; literalmente, qualquer pessoa. Suas vítimas mais comuns eram os comerciantes e os pequenos nobres de seu próprio país e da Transilvânia, contra quem ele detinha muito rancor desde o assassinato de seu pai e seus irmãos, pois os mesmos foram assassinados por esses. Muitas das atrocidades foram aparente tentativas para introduzir seu código moral sobre os cidadãos da Valáquia. As pessoas que se acredita serem preguiçosas, sem castidade (especialmente mulheres), mentirosos, inescrupulosos nos negócios (ou mesmo suspeito de estar sendo) eram sempre executados. Mas parece que ele tinha a necessidade de justificar seus atos, e em alguns casos, os habitantes da vila inteira, homens, mulheres e crianças, foram torturados sem razão alguma.
Devemos lembrar que enquanto Vlad III foi inacreditavelmente cruel, muitas destas histórias provêem de estudos que são um pouco suspeitos. Como diz o ditado: Os vitoriosos geralmente escrevem livros de histórias, e os vitoriosos nas batalhas naquela área não tinham grande amor por Vlad e sua família. Muitos destes contos tiveram origem na Alemanha, Rússia e Turquia. Fontes que sem dúvida, exageravam a crueldade de Vlad. Seus amigos o retratavam como um monstro que chacinava inocentes com alegria, enquanto que mais simpáticas fontes o retratavam tão cruel, mas homem justo que era injustificado em usar métodos extremos para controlar a corrupção e imoralidade. Mas existe bastante acordo entre as fontes para suportar a crença de que muitos dos eventos narrados acima realmente aconteceram.
Assinar:
Comentários (Atom)